Paletes e caixas de madeira: papel determinante na logística 4.0, sem perder espaço para tecnologia

blog

Os paletes e as caixas de madeira têm papel determinante na Logística 4.0. À medida que a tecnologia e os sistemas de produção avançam – no que se convencionou chamar de Indústria 4.0 –, as empresas passam a produzir de forma cada vez mais personalizada, alinhadas às exigências de cada cliente e orientadas para a redução de estoques, tanto de matérias-primas quanto de produtos finais.

Uma consequência direta desse movimento é a menor dependência de grandes Centros de Distribuição, uma vez que os níveis de armazenamento diminuem e aumenta a agilidade dos processos de entrega, cada vez mais eficientes.

Com o uso intensivo de tecnologias, os paletes e as embalagens de madeira padronizados ganham papel de destaque. A definição de medidas, formatos, peso e materiais em consenso com a indústria e a cadeia logística se consolida como a base da otimização, aportando ganhos de eficiência desde o início do processo.

Ao contrário do que se possa imaginar, os paletes e as embalagens de madeira não perdem espaço com o aprofundamento do uso da tecnologia. A tendência é de intensificação do seu uso. A grande função dos paletes, por definição, é facilitar o acesso, a movimentação e o transporte de materiais, além de permitir uma melhor conservação ao manter produtos e matérias-primas protegidos de umidade, sujeira e mudanças de temperatura pela ausência de contato com o solo.

Qual o papel do palete?

A mecanização pode ser vista como o suporte físico dos processos na cadeia logística, algo que sempre esteve presente, embora em grau bem menor, desde meados do século XIX. A grande novidade que vemos se aprofundar dia a dia é a convergência entre mecanização e o uso intensivo de tecnologia.

Um exemplo de fácil visualização é o processo de movimentação de carga em uma grande indústria. Até pouco tempo atrás as empilhadeiras eram necessariamente operadas por operários, hoje já é razoavelmente comum a presença de módulos autônomos que cumprem a mesma função sem interferência humana, programados para carregar determinado material do ponto A ao ponto B.

Os paletes de madeira facilitam toda essa integração pela padronização. A existência de paletes com medidas e formatos comuns para a indústria ou cadeia logística facilita esse ‘encaixe’ e otimiza a interação mecanizada nas cadeias produtiva e de transporte.

Além disso, o Brasil é uma país extenso e com enormes carências de infraestrutura. Apesar de haver cadeias produtivas desenvolvidas, que começam a se integrar à Indústria 4.0, outras tantas ainda enfrentam problemas básicos de logística, em que surgem enormes oportunidades de mercado para os paletes de madeira.

Uma das consequências do movimento chamado Logística 4.0 é o sensível aumento do nível de exigência dos clientes. Para manter suas vantagens competitivas, cada vez mais as empresas se veem forçadas a produzir exatamente o que o comprador quer, na quantidade que ele demanda e com as características adaptadas às suas vontades e necessidades. O mesmo se dá em relação à logística. O “padrão-ouro” desse setor no mundo de hoje foi estabelecido por uma companhia que começou vendendo livros pela internet e hoje se transformou em uma gigante varejista global que vende de tudo: a Amazon.

Emprego dos paletes

Por tudo o que foi mostrado até agora, é de se prever que são raros os setores que não utilizam paletes no Brasil. O setor em que o uso é um pouco menos frequente ainda é a construção civil, devido às dificuldades de movimentação, principalmente na descarga em obras.

Será cada vez mais difíceis setores deixarem de usar paletes e embalagens de madeira, porque é justamente eles que formam a base da cadeia logística. De qualquer maneira, a competição entre materiais na confecção de paletes e embalagens é saudável para o desenvolvimento do mercado como um todo.

A madeira oriunda de fontes renováveis e certificadas sempre terá seu espaço, principalmente em um país com enorme oferta desse material, o que pode fazer do Brasil um grande exportador de embalagens e paletes também.

Uma vantagem extra que se oferece ao segmento ainda é pouco explorada, inclusive: a questão da sustentabilidade. Mais de 93% dos paletes produzidos no país – cerca de 10 milhões ao ano, no total – são provenientes de madeira de reflorestamento, uma fabricação limpa, com baixo consumo de energia e sem utilizar componentes químicos. Além disso, os paletes e as embalagens de madeira são 100% biodegradáveis, podendo ser convertidos em biomassa e utilizados como combustível para indústrias.

Frete

O impasse em relação aos fretes e à crise do transporte rodoviário no Brasil são duas questões bastante complexas. O agravamento recente da situação é resultado da combinação de uma série de problemas acumulados como, por exemplo, o controle restrito dos preços dos combustíveis pelo governo federal, o que provocou um desequilíbrio econômico na maior fornecedora do mercado nacional, a Petrobras.

Um segundo ponto que ajudou a alimentar ambas as crises, foi a política de subsídios do governo federal em relação à compra de bens duráveis, o chamado PSI (Programa de Sustentação do Investimento). No seu auge, em 2015, o PSI – que concedia financiamentos para aquisição de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas – chegou a emprestar R$ 34 bilhões.

Se teve como ponto positivo o estímulo à indústria automotiva e a geração de emprego, a enxurrada de dinheiro também fez crescer significativamente a frota nacional de caminhões, que passou de 1,37 milhão em 2009 para 1,96 milhão em 2016 – um aumento de 43%, de acordo com o Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. Em 2019 a frota nacional já superou os 2 milhões de caminhões.

Esse cenário tem como pano de fundo uma crise econômica grave, a maior recessão da história brasileira, da qual o país ainda não se recuperou. A queda na atividade produtiva também reduziu a demanda por transporte de carga, pressionando ainda mais para baixo os preços dos fretes.

Medidas

A medida de palete mais utilizada atualmente no Brasil é 1.000 x 1.200 mm, em razão de esse ser o formato que melhor se adapta ao sistema como um todo, incluindo os modais rodoviário, aéreo, ferroviário e o armazenamento em portapaletes.

Já as caixas de madeira normalmente não são padronizadas, pois cada usuário ou cliente tem necessidades exclusivas de armazenar e transportar tipos diversos de materiais.

Fonte: LogWeb

Os paletes e as caixas de madeira têm papel determinante na Logística 4.0. À medida que a tecnologia e os sistemas de produção avançam – no que se convencionou chamar de Indústria 4.0 –, as empresas passam a produzir de forma cada vez mais personalizada, alinhadas às exigências de cada cliente e orientadas para a redução de estoques, tanto de matérias-primas quanto de produtos finais.

Uma consequência direta desse movimento é a menor dependência de grandes Centros de Distribuição, uma vez que os níveis de armazenamento diminuem e aumenta a agilidade dos processos de entrega, cada vez mais eficientes.

Com o uso intensivo de tecnologias, os paletes e as embalagens de madeira padronizados ganham papel de destaque. A definição de medidas, formatos, peso e materiais em consenso com a indústria e a cadeia logística se consolida como a base da otimização, aportando ganhos de eficiência desde o início do processo.

Ao contrário do que se possa imaginar, os paletes e as embalagens de madeira não perdem espaço com o aprofundamento do uso da tecnologia. A tendência é de intensificação do seu uso. A grande função dos paletes, por definição, é facilitar o acesso, a movimentação e o transporte de materiais, além de permitir uma melhor conservação ao manter produtos e matérias-primas protegidos de umidade, sujeira e mudanças de temperatura pela ausência de contato com o solo.

Qual o papel do palete?

A mecanização pode ser vista como o suporte físico dos processos na cadeia logística, algo que sempre esteve presente, embora em grau bem menor, desde meados do século XIX. A grande novidade que vemos se aprofundar dia a dia é a convergência entre mecanização e o uso intensivo de tecnologia.

Um exemplo de fácil visualização é o processo de movimentação de carga em uma grande indústria. Até pouco tempo atrás as empilhadeiras eram necessariamente operadas por operários, hoje já é razoavelmente comum a presença de módulos autônomos que cumprem a mesma função sem interferência humana, programados para carregar determinado material do ponto A ao ponto B.

Os paletes de madeira facilitam toda essa integração pela padronização. A existência de paletes com medidas e formatos comuns para a indústria ou cadeia logística facilita esse ‘encaixe’ e otimiza a interação mecanizada nas cadeias produtiva e de transporte.

Além disso, o Brasil é uma país extenso e com enormes carências de infraestrutura. Apesar de haver cadeias produtivas desenvolvidas, que começam a se integrar à Indústria 4.0, outras tantas ainda enfrentam problemas básicos de logística, em que surgem enormes oportunidades de mercado para os paletes de madeira.

Uma das consequências do movimento chamado Logística 4.0 é o sensível aumento do nível de exigência dos clientes. Para manter suas vantagens competitivas, cada vez mais as empresas se veem forçadas a produzir exatamente o que o comprador quer, na quantidade que ele demanda e com as características adaptadas às suas vontades e necessidades. O mesmo se dá em relação à logística. O “padrão-ouro” desse setor no mundo de hoje foi estabelecido por uma companhia que começou vendendo livros pela internet e hoje se transformou em uma gigante varejista global que vende de tudo: a Amazon.

Emprego dos paletes

Por tudo o que foi mostrado até agora, é de se prever que são raros os setores que não utilizam paletes no Brasil. O setor em que o uso é um pouco menos frequente ainda é a construção civil, devido às dificuldades de movimentação, principalmente na descarga em obras.

Será cada vez mais difíceis setores deixarem de usar paletes e embalagens de madeira, porque é justamente eles que formam a base da cadeia logística. De qualquer maneira, a competição entre materiais na confecção de paletes e embalagens é saudável para o desenvolvimento do mercado como um todo.

A madeira oriunda de fontes renováveis e certificadas sempre terá seu espaço, principalmente em um país com enorme oferta desse material, o que pode fazer do Brasil um grande exportador de embalagens e paletes também.

Uma vantagem extra que se oferece ao segmento ainda é pouco explorada, inclusive: a questão da sustentabilidade. Mais de 93% dos paletes produzidos no país – cerca de 10 milhões ao ano, no total – são provenientes de madeira de reflorestamento, uma fabricação limpa, com baixo consumo de energia e sem utilizar componentes químicos. Além disso, os paletes e as embalagens de madeira são 100% biodegradáveis, podendo ser convertidos em biomassa e utilizados como combustível para indústrias.

Frete

O impasse em relação aos fretes e à crise do transporte rodoviário no Brasil são duas questões bastante complexas. O agravamento recente da situação é resultado da combinação de uma série de problemas acumulados como, por exemplo, o controle restrito dos preços dos combustíveis pelo governo federal, o que provocou um desequilíbrio econômico na maior fornecedora do mercado nacional, a Petrobras.

Um segundo ponto que ajudou a alimentar ambas as crises, foi a política de subsídios do governo federal em relação à compra de bens duráveis, o chamado PSI (Programa de Sustentação do Investimento). No seu auge, em 2015, o PSI – que concedia financiamentos para aquisição de caminhões, ônibus e máquinas agrícolas – chegou a emprestar R$ 34 bilhões.

Se teve como ponto positivo o estímulo à indústria automotiva e a geração de emprego, a enxurrada de dinheiro também fez crescer significativamente a frota nacional de caminhões, que passou de 1,37 milhão em 2009 para 1,96 milhão em 2016 – um aumento de 43%, de acordo com o Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. Em 2019 a frota nacional já superou os 2 milhões de caminhões.

Esse cenário tem como pano de fundo uma crise econômica grave, a maior recessão da história brasileira, da qual o país ainda não se recuperou. A queda na atividade produtiva também reduziu a demanda por transporte de carga, pressionando ainda mais para baixo os preços dos fretes.

Medidas

A medida de palete mais utilizada atualmente no Brasil é 1.000 x 1.200 mm, em razão de esse ser o formato que melhor se adapta ao sistema como um todo, incluindo os modais rodoviário, aéreo, ferroviário e o armazenamento em portapaletes.

Já as caixas de madeira normalmente não são padronizadas, pois cada usuário ou cliente tem necessidades exclusivas de armazenar e transportar tipos diversos de materiais.

Fonte: LogWeb